INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE
ANGOLA – ISTA
DEPARTAMENTO
DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
CURSO DE PSICOLOGIA CRIMINAL
QUESTÃO DA ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS
CAXITO-ISTA
2023/2024
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE
ANGOLA – ISTA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
CURSO DE PSICOLOGIA EDUCACIONAL
QUESTÃO DA ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS
Trabalho de investigação científico
apresentado ao professor Manuel Zua,
no 4⁰ ano, como requisito parcial para avaliação na
cadeira de Prevenção Intervenção Tóxico Dependente.
CAXITO-ISTA
2023/2024
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE
ANGOLA – ISTA
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
CURSO DE PSICOLOGIA CRIMINAL
QUESTÃO DA ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS
OS
AUTORES DO Nº 02:
1. CARLOS DA GRAÇA SILVA
2. ROMANO PEDRO LEITÃO MANUEL
GRUPO Nº 1
PERÍODO: TARDE
AGRADECIMENTOS
Agradecemos em primeiro lugar a
Deus, por nos habilitar na realização deste trabalho, de igual modo ao querido
professor Manuel Zua por nos passar conhecimentos necessários até agora a cerca
da temática em causa e a todos que direta ou indiretamente têm contribuído para
tornar possível a conclusão deste.
RESUMO
A
adolescência é uma criação social. É um período da vida onde ocorrem inúmeras
mudanças físicas, cognitivas, psicossociais e sexuais. Dentro deste contexto, o
uso de drogas pelos adolescentes interfere no bom desenvolvimento em todos os
aspectos. O uso desse tipo de substância pelos adolescentes pode levar a
dependência química que pode perdurar até a idade adulta. No âmbito cognitivo,
o uso de drogas influencia na memória de trabalho e de longo prazo, bem como a
percepção e aprendizado. A presença de pais democráticos é vista como positiva
para evitar a aproximação do adolescente com as drogas. Também nos aspectos
psicossociais, a influência dos pares é de significativa importância na
prevenção do uso de drogas. Nos aspectos sexuais, o uso de substâncias como
álcool e maconha podem levar a relações sexuais indesejadas, infecções
sexualmente transmissíveis e gravidez na adolescência. O uso de drogas nesta
fase de desenvolvimento é considerado um problema de saúde pública no mundo
todo e pode refletir em problemas na saúde física e psíquica do adulto jovem. A
seleção da fundamentação teórica ocorreu por meio de pesquisas a artigos
científicos e demais materiais instrucionais desenvolvidos por instituições
como o Ministério da Saúde voltado para o tema do estudo e disponíveis na
internet.
PALAVRAS-CHAVE:
Adolescência, Drogas, Aspectos do desenvolvimento humano.
ÍNDICE
2.6-
A Dependência das Drogas, definições
1. INTRODUÇÃO
O presente estudo refere-se a uma
pesquisa acerca da dependência química na adolescência, seus impactos no âmbito
familiar, e principalmente o papel da família no processo de tratamento do
adolescente. Para isso, buscamos no primeiro capítulo conhecer em um breve
histórico as transformações sofridas pelo adolescente nesta fase de transição,
apontamos o papel da família enquanto eixo que move as relações sociais desses
indivíduos e fechamos com uma discussão sobre o uso de drogas na adolescência.
Muitos
estudos demonstram o crescimento alarmante do uso de drogas entre os
adolescentes e jovens, de modo que este se desvela enquanto um importante
problema social. Pela complexidade do fenômeno, seu enfrentamento requer
programas de prevenção e combatebem articulados com vários seguimentos da
sociedade.
Trata-se
de um estudo descritivo, com o objetivo de diagnosticar o envolvimento de
adolescentes e jovens com drogas na cidade de Ibitiara, visando subsídios para
a criação de programas locais de prevenção e redução de danos deste problema
social. A pesquisa foi realizada com a utilização de várias fontes
bibliográfica de livros, periódicos, artigos publicados na internet. A pesquisa
mostrou que são muitos os problemas causados pelo uso e dependência das drogas,
o qual se agrava a cada dia e tem interferido no desenvolvimento dos
indivíduos, principalmente dos adolescentes e jovens.
A
adolescência é um período de transição entre a infância e a idade adulta. É
nesta fase que o ser busca um sentido para si, para sua existência; uma razão
para as angústias que acompanham todas essas transformações intrínsecas e
extrínsecas, visíveis e invisíveis, tangíveis e intangíveis. O adolescente
enfrenta um turbilhão de emoções e sentimentos que muitas vezes não são
entendidos pelos adultos.
Destarte,
acredita-se que o estudo oferecerá subsídios valiosos para maior compreensão e visibilidade
desse tão discutido problema ao abordar os transtornos que ele causa a todos,
concluindo que é necessário ofertar serviços de atenção integral para os
envolvidos e orientar a possibilidade de ações que fortaleçam o processo de
enfrentamento.
1.1. Importância
Importância
deste trabalho centra-se no estudo da adolescência e as drogas sendo que, entende-se
que a adolescência é uma fase conflituosa da vida devido às transformações
biológicas e psicológicas vividas. Surgem as curiosidades, os questionamentos,
à vontade de conhecer, de experimentar o novo mesmo sabendo dos riscos, e um
sentimento de ser capaz de tomar as suas próprias decisões.
1.2. Objectivo Geral
1.3. Objectivo Específicos
·
Realizar um diagnóstico sobre o uso e
abuso de drogas e álcool entre adolescentes;
·
Compreender os fatores que levam os
adolescentes ao uso de drogas.
·
Descrever o Homem como um elemento
toxicodependência;
·
Analisar conceitos adolescentes E Drogas;
1.4. Justificativa
Este
trabalho justiça-se pelo facto de ser um tema muito pertinente e tendo em conta
que, o uso abusivo de substâncias psicoativas leva o indivíduo a desenvolver
uma síndrome de dependência, a qual se caracteriza por agrupamento de fenômenos
fisiológicos, comportamentais e cognitivos, que se desenvolve após o uso contínuo
destas substâncias e que normalmente gera uma dificuldade em controlar o seu
uso apesar das consequências negativas, dando preferência ao uso da droga em
prejuízo de outras atividades, crescendo a tolerância, e às vezes um estado de
abstinência física
As estratégias de informação, neste caso
especificamente, para adolescentes em relação à prevenção ao uso de drogas, são
capazes de atingir além dos próprios adolescentes, seus familiares e sua rede
social. Assim, constitui-se em uma potencial ferramenta de apoio para
compreensão do fenômeno e para ações e atitudes de promoção de uma juventude
saudável.
2- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1- Adolescência
A adolescência é uma fase de transição
entre a infância e a vida adulta. Etimologicamente tal termo deriva do latim
adolecer, cujo significado é “crescer, engrossar, tornar-se maior, atingir a
maioridade” (TIBA, 1985).
De acordo com Outeiral (1994, p. 6), a adolescência
é definida como, uma palavra com dupla origem etimológica e caracteriza muito
bem as peculiaridades desta etapa da vida. Ela vem do latim ad (a, para) e
olecer (crescer), significando a condição de processo de crescimento.
A adolescência também deriva do
adolescer, origem da palavra adoecer, temos assim, nesta dupla origem
etimológica, um elemento para pensar esta etapa da vida: aptidão para crescer
(não apenas no sentido físico, mais também psíquico) e para adoecer (em termos
de sofrimento emocional, com as transformações biológicas e mentais que operam
nesta faixa da vida).
Para NERY FILHO e TORRES (2002) a
adolescência constitui um período de grandes transformações, as quais acabam
por exigir uma série de adaptações dos jovens, além de ser uma fase com várias
crises existenciais, em que o adolescente acaba de passar por uma etapa de
insegurança, a qual surge devido ao fato de ele sentir- se impelido de abandonar
o ponto de partida em que referenciais históricos são rompidos e um novo
caminho traçado.
O adolescente é um viajante que deixou
um lugar e ainda não chegou no seguinte. Vive um intervalo entre liberdades
anteriores e responsabilidades/compromissos subsequentes; vive uma última
hesitação antes dos sérios compromissos da fase adulta. (LOSACCO, 2005,
p.69)
Segundo SCIVOLETTO (1997, p. 34) afirma
que a adolescência é uma fase na qual todos procuram sua própria identidade.
Trata-se de um momento onde os indivíduos querem ser reconhecidos por si e não
por sua hereditariedade. Segundo o autor, nessa procura por uma identidade
própria, o jovem tenta pertencer a um grupo diferente se sua família, ou seja,
ele busca “a turma” que, muitas vezes, se confunde com sua identidade.
Segundo FREITAS (2002, p.36) define a
adolescência como, um momento crucial da vida do homem e constitui a etapa
decisiva de um processo de desprendimento que começou com o nascimento. As
modificações psicológicas que produzem neste período, e que são o correlato de
modificações corporais, levam a uma nova relação com os pais e o mundo. Isso só
é possível se elabora, lenta e dolorosamente, o luto pelo corpo infantil, pela
identidade infantil e pela relação com os pais na infância.
Cabe ressaltar que não é apenas o
adolescente que passa por transformações, a família também passa por uma série
de estranhamentos diante de tal fase.
2.1.1- Drogas
Drogas são substâncias, naturais ou
sintéticas, que causam alguma alteração no funcionamento do organismo. Essas
alterações dependem do tipo de droga consumida, da quantidade utilizada e das
características pessoais de quem as ingere / utiliza.
Para PAPALIA, D. E. e FELDMAN, R. D, (2013,
p.243), drogas são substâncias que produzem mudanças nas sensações, no grau de
consciência e no estado emocional das pessoas. As alterações causadas por essas
substâncias variam de acordo com as características da pessoa que as usa, da
droga escolhida, da quantidade, frequência, expectativas e circunstâncias em que
é consumida.
Essa definição inclui os produtos ilegais
(cocaína, maconha, ecstasy, heroína) e também produtos como bebidas alcoólicas,
cigarros e vários remédios, que são legais, apesar de haver restrições em sua
comercialização (PARADA, J. J. 2013, p.10-21).
A palavra droga, de origem possivelmente
francesa (drogue) ou holandesa (droog), inicialmente referia-se a folhas secas,
que por muito tempo consistiram no principal recurso para o tratamento das doenças.
Daí também a origem da palavra drogaria, o local onde obtemos a droga medicamento),
e que nos tempos mais antigos era conhecida como botica, cujos produtos eram,
na sua maioria, de origem natural,
principalmente minerais e vegetais.
2.2- Aspectos Biológico
Durante
o período da adolescência, o cérebro não está totalmente desenvolvido, passando
por um processo de refinamento que torna os jovens mais susceptíveis aos
efeitos das substâncias. As indicações para isso podem ser relacionadas com a
rede socioemocional, que é sensível aos estímulos sociais e emocionais, que é
ativa durante a puberdade, esta rede tem interação com a rede de controlo
cognitivo, que regula as respostas aos estímulos fornecidos.
Essa
se desenvolve gradualmente até o início da vida adulta. Tais mudanças podem
explicar os comportamentos explosivos e de risco típicos desta faixa etária,
juntamente com a frequência com que estes ocorrem em grupos (STEINBERG, 2007
apud PAPALIA e FELDMAN 2013).
Segundo
ATKISON (et.al, 2017) em grande parte, as substâncias utilizadas tem como
finalidade a experimentação, porém, alguns desses jovens acabam por precisar do
efeito de reforço vindo da droga, sendo por estarem mais vulneráveis física ou
psicologicamente. Os sistemas de reforços relacionados ao prazer gerado pelas
drogas são naturalmente super-ativos, enquanto os sistemas responsáveis pela
inibição de comportamentos são naturalmente hipoativos (RUTHERFORD, 2010 apud
PARADA, J.J, 2013).
A
frequência no uso do álcool por um longo período de tempo leva a sérios
problemas de saúde tais como a hipertensão, acidente vascular cerebral, úlcera,
câncer na boca garganta e estomago cirrose hepática e depressão (ATKISON et al,
2017).
Segundo
(ATKISON et al, 2017), O álcool não afeta apenas quem bebe; quando uma mulher
grávida bebe, o feto é exposto ao álcool, o que pode resultar em uma série de
efeitos negativos. As mulheres grávidas que bebem muito têm o dobro de
probabilidade de sofrer abortos repetidas vezes e de gerar bebês abaixo do
peso.
2.2- Aspectos Cognitivo
Na teoria de Jean Piaget os seres
humanos de maneira interativa com o meio passam por uma série de mudanças
previsíveis e ordenadas, que levará a construção das estruturas mentais, sendo
assim, a forma como o sujeito interage com a realidade, da organização interna
e adaptação ao meio, promoverá o desenvolvimento da inteligência. (TEIXEIRA,
2011).
TEIXEIRA (2011) enfoca que, na
adolescência o desenvolvimento cognitivo segundo Piaget, se dá pela mudança que
proporciona o desenvolvimento progressivo das ideias, construindo os sistemas e
teorias, revelando o desejo do adolescente de se integrar em mundo diferente. O
álcool é uma droga potente que causa efeitos sobre o bem-estar físico,
emocional e social, sendo um grave problema em muitos países, segundo Gabhainn
e François (2000 apud PAPALIA e FELDMAN,2013) com dados de 2009 temos “15% dos
estudantes de 8ª série norte-americanos, 30% de estudantes do 1º ano do ensino
médio, e 44% de estudantes do 3 º ano do ensino médio” tinham consumido álcool
pelo menos uma vez no decorrer de 30 dias. (ATKINSON, et al, 2002).
2.3- Aspectos Psicossocial
Segundo Papalia e Feldman (2013) a
adolescência é um período de construção social, ou seja, é neste momento em que
o indivíduo começa a estabelecer seus próprios valores e assim começa a
desenvolver suas amizades baseadas nesses valores desenvolvidos. É nessa fase
do desenvolvimento em que o indivíduo é mais suscetível a influências externas
por estar neste processo de construção de identidade e papel social.
É na adolescência que a atividade
social aumenta e a busca pelo pertencimento e identidade levam esses indivíduos
a buscarem grupos que possuem os mesmos interesses, o que pode levar o jovem a
utilizar drogas para conseguir espaço e sensação de pertencimento àquele grupo.
(PAPALIA E FELDMAN, 2013)
Para TEIXEIRA (2011, p. 5) “um
sujeito que esteja passando por momento de tensão, conflito, problemas nos
relacionamentos familiares ou afetivos pode consumir álcool para combater a
depressão e os sentimentos indesejados”, ou seja, o adolescente se utiliza da
bebida como forma de fuga desses problemas ou traumas.
A família possui uma influência
nesse processo, o que pode levar ou evitar o uso de drogas pelos jovens, a
parentalidade insatisfatória ou inconsistente, conflitos familiares,
relacionamentos familiares perturbados ou distantes podem ser um fator
determinante.
Portanto, nota-se a importância que
o contexto social possui na influência no desenvolvimento do indivíduo e que
vários fatores norteiam a possibilidade do uso de drogas por adolescentes.
Dessa forma os pais devem monitorar e acompanhar o jovem desde o início desse
período para que ele tenha uma construção de valores e formação de amizades que
serão positivas para o seu desenvolvimento.
2.4- Aspectos Sexual
Além
dos fatores de desenvolvimento acima referidos, sabe-se que o uso de drogas na
adolescência tem reflexos também nas questões sexuais.
Dados
nacionais apontam para uma associação entre uso de álcool, maconha e
comportamentos sexuais de risco como início precoce de atividade sexual, não
uso de preservativos, pagamento por sexo e prostituição. (SILVA et al, 2010).
A
autoconfiança aumenta com o consumo de drogas como o álcool, modificando o
comportamento do adolescente. Em concentrações de 0,03 a 0,05% no sangue (30 a
50 miligramas de álcool a cada 100 mililitros de sangue), o álcool produz
tonteira, relaxamento e perda de inibições. As pessoas dizem coisas que
normalmente não diriam e tendem a tornar-se mais sociáveis e expansivas. A
autoconfiança pode aumentar, mas as reações motoras começam a diminuir.
(ATKINSON, et al, 2002, p. 236).
Segundo MYERS (1999), o álcool
aumenta as tendências prestativas, porém também o faz com as nocivas,
exemplificando com a coerção sexual exercida por universitários na tentativa de
desinibir as moças com quem saíam, fazendo-as beber.
O
consumo de álcool pelos adolescentes é classificado como pesado, ou seja, eles
chegam a consumir cinco ou mais doses de bebida em uma única ocasião, o que acarreta
as chamadas “bebedeiras”. Este comportamento está associado a uma série de
problemas sociais e de saúde, como doenças sexualmente transmissíveis já que o
uso de preservativos por estudantes universitários sexualmente ativos cai
quando estes estão embriagados.
Além
disso, tal omissão leva a um grande número de casos de gravidez indesejada na
adolescência, suprimindo destes jovens oportunidades e refletindo em seu
desempenho escolar e também em sua vida social e familiar.
2.5- Visão geral do uso de drogas na Sociedade
A
história ensina que o uso de substâncias psicoativas sempre estiveram presentes
na sociedade não importando a raça ou a cultura do povo. Os motivos propostos
para explicar esse uso já foram de cunho religioso e místico (LESSA, 1998).
As
drogas eram utilizadas na antiguidade nas cerimônias e rituais, para obter
prazer, diversão e experiências místicas, porém essa utilização não
representava, em geral, uma ameaça, pois ainda não se sabia dos efeitos
negativos que elas podiam causar. Porém na última década, o aumento
siginificativo de consumidores e dos tipos de drogas usadas reflete-se em uma
maior demanda para o tratamento de problemas relacionados ao abuso ou
dependência de drogas.
2.6- O Homem e a Dependência
Segundo
LOSACCO, S. (2005, 98), a dependência é um estado teoricamente bem
caracterizado mas, praticamente, difícil de estabelecer, nomeadamente se se
considerar uso de certos medicamentos (ansiolíticos, mais também opiáceos);
além disso, é preciso avaliar a prescrição e a absorção destas substâncias em
termos de custos benéficos para o sujeito.
A
busca ou o consumo das substâncias particulares é tão antiga como o mundo
vegetal donde a maior parte delas provém, e o homem (tal como os animais)
aprendeu a conhecê- las, a evita-las, a consumi-las e até mesmo a
sacraliza-las. É interessante considerar que as moléculas vegetais possuem
receptores específicos no cérebro, aptos a reconhecê-las e com os quais elas
interagem para produzir os seus efeitos (ARAÚJO, A. J.2010).
Devidos
os seus potenciais efeitos deletérios, para além do prazer ou do alívio
procurado, as drogas encontram-se no seu centro de um problema social que se
tornam mais dramático pelo carácter ilícito da sua obtenção.
2.7- A Dependência das Drogas, definições
Dependência
é o impulso que leva a pessoa a usar uma droga de forma contínua (sempre) ou
periódica (frequentemente) para obter prazer. Alguns indivíduos podem também
fazer uso constante de uma droga para aliviar tensões, ansiedades, medos,
sensações físicas desagradáveis, etc.
O
dependente caracteriza-se por não conseguir controlar o consumo de drogas,
agindo de forma impulsiva e repetitiva. Para compreendermos melhor a
dependência, vamos analisar as duas formas principais em que ela se apresenta:
a física e a psicológica. A dependência física caracteriza-se pela presença de
sintomas e sinais físicos que aparecem quando o indivíduo para de tomar a droga
ou diminui bruscamente o seu uso: é a síndrome de abstinência.
Segundo
ARAÚJO, A. J. (2010, p.247), Os sinais e sintomas de abstinência dependem do
tipo de substância utilizada e aparecem algumas horas ou dias depois que ela
foi consumida pela última vez. No caso dos dependentes do álcool, por exemplo,
a abstinência pode ocasionar desde um simples tremor nas mãos a náuseas,
vômitos e até um quadro de abstinência mais grave denominado "delirium
tremens", com risco de morte, em alguns casos.
Já a dependência psicológica corresponde a um
estado de mal-estar e desconforto que surge quando o dependente interrompe o
uso de uma droga. Os sintomas mais comuns são ansiedade, sensação de vazio,
dificuldade de concentração, mas que podem variar de pessoa para pessoa.
Com
os medicamentos existentes atualmente, a maioria dos casos relacionados à
dependência física pode ser tratada. Por outro lado, o que quase sempre faz com
que uma pessoa volte a usar drogas é a dependência psicológica, de difícil
tratamento e não pode ser resolvida de forma relativamente rápida e simples
como a dependência física.
3. METODOLOGIA
Foi realizada uma pesquisa
bibliográfica, utilizando material de fonte primária e secundária. Sendo
utilizados oito artigos e para a seleção dos artigos os seguintes critérios:
artigos que tratam de adolescência e o uso de drogas, considerando o ambiente
onde o adolescente está inserido, as palavras utilizadas para pesquisa foram
adolescência, drogas, aspectos do desenvolvimento humano.
Com duas bases de dados SCIELO e a
MEDLINE Complete, os tipos de publicações utilizadas foram periódicos de 2010 à
2017 ano de publicação, em português. Com base em afirmações a respeito do
assunto, fazendo uma análise crítica, nos aspectos considerados importantes
para abordagem do adolescente e o uso de drogas.
Identificada a primeira hipótese a
relação direta entre o uso de drogas e a influência nos aspectos da vida
biológica, cognitiva, psicossocial e sexual Os dados qualitativos foram
analisados com relação aos usuários de drogas licitas ou ilícitas no país e os
reflexos relevantes para a sugestão de elaboração de estratégias para
prevenção, promoção de saúde e tratamento, evitando tantos problemas
relacionados as drogas.
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Penetrar
no universo das drogas constituiu-se como um passo de grande relevância para
compreender a amplitude dos problemas sociais causados pelo uso e dependência
das mesmas. Este é um assunto inesgotável, uma vez que envolve uma grande
parcela da população, afetando as mais distintas famílias e seguimentos da
sociedade, independente de posição ou classe social.
Como
forma para concluir, entendemos que, o uso de drogas na adolescência é um
problema de saúde pública. Atinge não somente os próprios envolvidos no uso e
abuso das substâncias, como também os que convivem com este adolescente.
Ora,
os reflexos são em toda a sua vida, seja na família, na escola, no círculo de
amigos ou na sua vida sexual. O desempenho cai, os amigos mudam, o
relacionamento familiar fica prejudicado e a vida sexual pode se transformar em
um pesadelo com a possibilidade de contágio de doenças e a gravidez indesejada.
Portanto,
o desenvolvimento cognitivo na adolescência leva-o ao desejo de se integrar a
um mundo diferente, o uso de drogas desencadeia além do prejuízo escolar diante
das faltas, dificuldades em relação à memória dos conteúdos, atenção em sala de
aula, vindo a interferir na vida adulta, por meio da busca por pertencer a um
grupo o jovem repete comportamentos nocivos de alguns amigos ou adultos.
As
marcas podem ficar pra sempre neles e em seus entes. Os pais que acompanham o
desmoronar da vida de um filho jamais têm sossego. O jovem que consegue sair,
pode ter recaídas. Vive um dia de cada vez, na esperança de que consiga chegar
ao dia seguinte.
Fica clara a importância de novos estudos
para compreensão por parte da literatura cientifica nacional com relação aos
usuários de drogas licitas ou ilícitas e os reflexos cujos resultados seriam
relevantes para a elaboração de estratégias para prevenção, promoção de saúde e
tratamento evitando tantos problemas relacionados a drogas e os aspectos do
desenvolvimento.
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R. L., ATKINSON, R. C., SMITH, E. E., BEM, D. J. E NOLEN-HOEKSEMA, S.,
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R. L., ATKINSON, R. C., SMITH, E. E., BEM, D. J. E NOLEN-HOEKSEMA, S.,
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13. SCIVOLETTO,
S.; MORIHISA, R.. Conceitos básicos em dependência de álcool e outras drogas na
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P.S., STEFANINI, M.C.B., MARTINS R.A., CRUZ L.A.N. Desenvolvimento cognitivo e
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Ver. Eletrônica Saúde Mental Álcool e Drog. (Ed.port.) jan-abr 2011. 7(1):3-9.
15. TIBA,
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