REPÚBLICA DE ANGOLA
GOVERNO DA PROVINCIA DO BENGO
DIRECÇÃO MUNICIPAL DO DANDE
INSTITUTO
TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE NELSON MANDELA
DIABETE
GESTACIONAL
A
DOCENTE
__________________________
BENGO/FEVEREIRO/2024
INTEGRANTES DO
GRUPO Nº 01
GRUPO Nº 0
TURMA: E
SALA: 25
PERÍODO: TARDE
DISCIPLINA: NUTRIÇÃO
RESUMO
A Diabetes Gestacional, é definido como
intolerância à glicose de graus variáveis com início ou primeiro diagnóstico
durante o segundo ou terceiro trimestres da gestação. A reclassificação,
entretanto, pode ser feita após o parto, utilizando critérios padronizados para
a população não-gestante. Sua incidência é variável, sendo estimada em 3% a 8%
das gestantes. A gestação é um estado hiperinsulinêmico caracterizado por uma
diminuição da sensibilidade à insulina, parcialmente explicada pela presença de
hormônios diabetogênicos, tais como a progesterona, o cortisol, a prolactina e
o hormônio lactogênico placentário. Os níveis glicêmicos de jejum tendem a ser
mais baixos na gestante, contudo, os valores pós-prandiais são mais altos,
sobretudo naquelas em que não há aumento adequado da liberação de insulina. As
pacientes com DMG apresentam uma diminuição ainda mais acentuada da
sensibilidade periférica à insulina, como no diabetes Tipo II, além de uma
secreção diminuída de insulina, explicando os picos pós-prandiais. Entretanto,
a fisiopatologia do DMG não está totalmente elucidada. Se todas as gestantes
fossem resistentes à insulina, a incidência do DMG seria superior aos níveis
encontrados. O comprometimento fetal decorre primordialmente da hiperglicemia
materna, que por difusão facilitada chega ao feto.
Palavras-chaves: Diabetes. Gestão.
ÍNDICE
3. CAUSAS DA DIABETE
GESTACIONAL
3.2. Sinais e sintomas de
Diabetes Gestacional
3. COMPLICAÇÕES DO
DIABETES GESTACIONAL
3.2. Alimentos para a
Diabetes Gestacional
1. INTRODUÇÃO
O termo Diabetes tem origem em uma
palavra grega que significa "Sifão”. A doença recebeu este nome pela
poliúria que a caracteriza (pois assim como no sifão, que é um dispositivo
usado para transportar um líquido de uma determinada altura para outra mais
baixa, o líquido ingerido por um diabético passa rapidamente através dos rins,
sendo eliminado na urina) (HOUAISS; VILLAR;2001).
A diabetes é uma doença metabólica que
se caracteriza por uma falha na produção de insulina, que é um hormônio
produzido pelas células beta-pancreáticas. A deficiência dos receptores
celulares para este hormônio também pode levar ao desenvolvimento dessa doença.
(SILVA, 2008).
Na mulher não diabética normal, a
gravidez está associada com profundas alterações no metabolismo energético. A
glicose materna é a mais importante fonte de energia para o feto. Os níveis
circulantes de glicose e aminoácidos e os níveis de ácidos graxos livres,
cetonas e triglicerídeos estão elevados, ao passo que a secreção de insulina,
em resposta à glicose, está aumentando. (RANCIARO; MAUAD, 2006).
Nas mulheres que são diabéticas a
necessidade de insulina se eleva e nas que não eram diabéticas pode ser feito
este diagnóstico (diabete gestacional), podendo este quadro se reverter no
pós-parto, voltando a apresentar glicemias normais. (SANCOVSKI,2005).
Através desse trabalho pretendeu-se
reunir informações sobre Diabete Mellitus Gestacional, a existência da mesma
entre as pacientes gestantes atendidas na Unidade Mista de Saúde e se é
realizado atenção farmacêutica durante o acompanhamento do pré-natal.
1.1. OBJCETIVO
1.2. Objetivo geral
·
Identificar a
ocorrência de rastreamento positivo para diabetes entre gestantes e destacar a
assistência de enfermagem prestada a mulheres com diabetes.
1.3. Objectivos Específicos
·
Identificar as
alterações observadas nos exames laboratoriais para diagnosticar Diabetes
Gestacional.
·
Reunir as
principais informações e recomendações relacionadas à identificação e ao
manuseio das gestantes com Diabetes gestacional.
·
Demonstrar a
importância da Atenção Farmacêutica e de como a atuação do farmacêutico é
imprescindível e vital para a melhoria da saúde da população, por ser o
profissional habilitado para o acompanhamento de todas as etapas da cadeia
terapêutica.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Definição
A Diabetes Gestacional é definida como
qualquer grau de intolerância à glicose com início ou reconhecimento durante a
gravidez. Esta definição é aplicável quando o tratamento é baseado numa
modificação alimentar ou na terapêutica com insulina. Esta condição pode
persistir ou não após a gestação. É de referir, no entanto, que esta definição
não exclui a possibilidade de já existir uma intolerância à glicose não
reconhecida anteriormente à gravidez.
É importante mencionar que a Diabetes
Gestacional é uma condição distinta da gravidez complicada por diabetes
mellitus (DM) tipo 1 ou 2. As consequências são distintas. As mães com Diabetes
Gestacional não têm um risco aumentado de ter filhos com alterações da
organogénese. [JOVANOVIC L, 2009].
O diabetes gestacional é doença
metabólica crônica, caracterizada por hiperglicemia. É responsável por índices
elevados de morbimortalidade perinatal, especialmente macrossomia e
malformações fetais.
O conceito de diabetes gestacional
remete-se a uma forma de intolerância à glicose, de grau variável,
diagnosticada ou reconhecida durante a gravidez, responsável por graves e
importantes repercussões na vida fetal e no recém-nascido.
2.1. Diabetes e Gravidez
O período gestacional é caracterizado
por mudanças nos diferentes órgãos da mulher que, dentro de certos limites, não
causam problemas ao organismo da gestante e tendem a regredir para o estado
normal após o puerpério. Muitos medicamentos, quando prescritos para mulheres
grávidas, apresentam efeito terapêutico normal. Porém, esses mesmos
medicamentos podem apresentar efeitos secundários ou tóxicos para o
feto/embrião. Por ser um período onde o uso de medicamentos é frequente, o
acompanhamento farmacêutico clínico se torna essencial para que o percurso da
gestação seja tranquilo tanto para a mãe quanto para o feto em formação
(BISSON,2007).
Durante a gestação, a principal fonte de
energia para o feto é a glicose materna, sendo fundamental no suprimento de
oxigênio fetal. Isso ocorre porque a maior parte da energia fetal é obtida
através da oxidação da glicose. Por isso, um aumento acentuado nos níveis
glicêmicos pode elevar a velocidade de consumo da glicose o que, por sua vez,
aumenta a taxa de consumo de oxigênio. Com isso, caso ocorra deficiência no
aporte de oxigênio, o nível deste se reduz e aumenta o de dióxido de carbono
(RANCIARO;MAUAD,2006).
As mulheres que apresentam diabetes
mellitus prévia à gravidez e acabam engravidando não têm diabetes gestacional,
mas sim “Diabetes Mellitus e gravidez”. Ou seja,elas eram portadoras de
Diabetes Melittus e ficaram grávidas. Essas mulheres devem ser tratadas de
acordo com isto, antes, durante e depois da gravidez.
Na fase inicial da gravidez (i.e.
primeiro trimestre e primeira metade do segundo trimestre), as concentrações de
glicose, em jejum e pós-prandiais, são, geralmente, mais baixas do que o das
mulheres normais não grávidas (ALBERT et.al.,2008).
Nesta fase da gravidez, valores
elevados de glicose plasmática, em jejum ou pós-prandiais, podem refletir
presença de diabetes prévia à gravidez, mas os critérios para designar
concentrações de glicose anormalmente elevadas nesta fase ainda não foram
estabelecidos. (ALBERT et. al., 2008).
3. CAUSAS DA DIABETE GESTACIONAL
O final da gestação é caracterizado por
uma diminuição na sensibilidade de insulina em virtude da secreção placentária
de alguns hormônios considerados diabetogênicos, como o hormônio do
crescimento, cortisol e hormônio lactogênico placentário. O desenvolvimento de
resistência à insulina durante o 3° trimestre da gestação é uma adaptação
fisiológica normal que visa preservar a glicose do metabolismo materno para ser
fornecida ao feto que está em acelerado crescimento, resultando também na
utilização de ácidos graxos como principal fonte de energia no organismo da
gestante.
Em situações normais, as células
beta-pancreáticas aumentadas respondem aumentando a quantidade de insulina. Já
em mulheres com diabetes gestacional, o mau funcionamento das células
beta-pancreáticas é o defeito causador do aumento excessivo da concentração de
glicose, pois não secretam insulina em níveis necessários a demanda. (REZENDE
FILHO; MONTENEGRO, 2013).
3.1.
Factores de Risco
As condições clínicas consideradas factores
de risco para o desenvolvimento de diabetes gestacional são: idade materna
acima de 25 anos, sobrepeso materno ou ganho excessivo de peso durante a
gravidez, antecedente familiar de primeiro grau de diabetes mellitus,
desenvolvimento de diabetes gestacional em gravidez prévia, intolerância à
glicose anterior a gravidez, ocorrência de macrossomia fetal em gestação
anterior, hipertensão arterial e uso de corticosteroide.
Assim, atualmente os factores de risco
são ferramentas de identificação de casos com maior risco de desenvolver
consequências adversas para a mãe ou para o feto durante o período pré-natal
(ZUGAIB, 2012).
Em torno dos 30 anos de idade é
comumente o início da destruição das células betapancreáticas. Essa destruição
pode também ser causada doenças autoimunes ou virais, sendo a hereditariedade
um factor que desempenha um papel importante na suscetibilidade das células
beta à esses insultos. Logo, a idade materna e a antecedência familiar de
primeiro grau de diabetes mellitus são consideradas fatores de risco (GUYTON,
2012).
3.2. Sinais e sintomas de Diabetes Gestacional
A Diabetes Mellitus Gestacional não
apresenta sintomas evidentes, apenas alguns sinais que podem ser confundidos
facilmente com a gravidez, como cansaço, ganho de peso excessivo da gestante ou
do bebê, apetite acima do normal, vontade mais frequente de urinar. Por isso, é
muito importante o acompanhamento pré-natal e a realização de exames. A seguir
temos alguns sintomas:
·
Ganho excessivo
de peso na grávida ou no bebê;
·
Aumento
exagerado do apetite;
·
Cansaço
excessivo;
·
Vontade de
urinar frequente;
·
Visão turva;
·
Muita sede;
·
Boca seca;
·
Náuseas;
2.3. Diagnóstico
Uma vez que existem diversos riscos de
complicações para o feto, todas as mulheres devem submeter-se à triagem do
diabetes gestacional, exceto se pertencente a um grupo de baixo risco. Entretanto,
90% das gestantes apresentam pelo menos um dos seguintes factores de risco
(ZUGAIB,2012).
Dessa forma, o rastreamento tem início
na primeira consulta de pré-natal, com a solicitação de uma glicemia de jejum.
Geralmente, é feita no início da gestação, e caso o resultado apresente valores
superiores à 126 mg/dL, as pacientes são consideradas portadoras de diabetes
mellitus prévio à gestação.
3.4. Tratamento
O tratamento do diabetes gestacional é
importante para evitar a morbimortalidade materno-fetal. Assim como existe
controversas no diagnóstico da DMG, sobretudo, na avaliação do controlo
glicêmico, há diferentes métodos de tratamento. Porém, têm-se três métodos
principais utilizados, o tratamento nutricional, a prática de exercícios e o
medicamentoso (WEINERT, 2011).
3.5. Tratamento Nutricional
Utilizado desde o século XIX, constitui
a forma primária no controle da DMG. O tratamento nutricional evita o ganho
excessivo de peso pelas gestantes, além de gerar menor taxa de macrossomia
fetal e de complicações perinatais (SARVIER, 2005).
A orientação nutricional é feita baseado
no peso ideal pré-gestacional da mulher, e visa, sobretudo, a restrição
calórica. Para tanto, a dieta deve conter 30kcal por kg de peso ideal, com
adição de 340/ 450 kcal no terceiro trimestre (SARVIER, 2005).
Essa quantidade calórica deve ser
dividida entre carboidratos, lipídios e proteínas sendo a percentagem de
calorias correspondente a dieta de carboidratos de 40% diária,30 a 35% de
lipídeos e 15 a 20% de proteínas, segundo o recomendado pela American Diabetes
Association para melhor controlo glicêmico. Além disso, é recomendada a
ingestão de dietas com baixo índice glicêmico, que consiste em um sistema de
“ranqueamento” para alimentos ricos em carboidratos e descreve o quanto e em
quanto tempo a glicemia eleva após a ingestão de um alimento testado, isso em
comparação com um carboidrato de referência, geralmente glicose ou pão branco.
(KIM et.al, 2008).
3.6. Tratamento Farmacológico
Quando um ou mais valores de glicemia
capilar estiverem além dos alvos terapêuticos (jejum < 95 mg/dL, 1h
pós-prandial < 140 mg/dL e 2 h < 120 mg/dL) após duas semanas com medidas
de mudança de estilo de vida, ou quando a avaliação ecográfica mostrar sinais
de crescimento fetal excessivo, indica-se o tratamento farmacológico (FUCHS;
WANNMACHER,2010).
Entretanto as diretrizes nacionais e
internacionais divergem quanto ao tratamento medicamentoso da diabetes
gestacional. A SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) sugere o uso de insulina
como tratamento padrão, enquanto o National Institute for Health and Clinical
Excellence (NICE) recomenda o uso de metformina e a International Diabetes
Federation (IDF) aponta a metformina e a glibenclamida como opções de
tratamento, principalmente em situações em que o uso de insulina é difícil
(FUCHS; WANNMACHER,2010).
3.6.1. Metformina
Trata-se da única biguanida disponível.
Inibe a gliconeogênese hepática, por reduzir a resistência à insulina no fígado
e no tecido adiposo. Estimula a captação de glicose em tecidos periféricos, por
reduzir a resistência à insulina em tecido muscular. Tem efeito principal sobre
glicemia de jejum. Como não aumenta a secreção de insulina, não se associa a
hipoglicemia (SARVIER,2005).
A redução da gliconeogênese hepática é
de essencial importância. O mecanismo de reação, embora não esteja totalmente
compreendido, envolve a ativação da proteína quinase por AMP (AMPK, do inglês,
AMP-atvated protein kinase) nos hepatócitos, uma importante enzima no controle
metabólico. A ativação da AMPK aumenta a expressão de genes que são importantes
para a gliconeogeênese no fígado (SARVIER,2005).
3.6.2. Sulfoniluréia
São secretagogos de insulina. O receptor
de sulfoniluréia é um componente do canal de potássio dependente de ATP da
célula β pancreática. A ligação de sulfoniluréia leva a inibição desses canais,
o que altera o potencial de repouso da célula e determina o influxo de cálcio e
a secreção de insulina. Dessa forma a resposta da célulaβ à glicose e outros
secretagogos (como aminoácidos) é aumentada, com maior secreção de insulina
para um mesmo nível glicêmico. Vale ressaltar também que a ligação de várias
sulfoniuréias aos receptores é acompanhada sua potência na estimulação da
liberação de insulina (FUCHS; WANNMACHER,2010).
A glibenclamida é considerada a melhor
opção entre as sulfoniluréias para utilização em gestantes, sendo considerada
segura para emprego a partir do segundo trimestre de gestação. Entretanto como
está relacionada ao aumento de secreção de insulina, pode causar uma
hipoglicemia grave. Também está associada ao ganho de peso materno. Seu
metabolismo é via renal e hepática (FUCHS; WANNMACHER,2010).
2.4. Prevenção
Além da alimentação balanceada, com
proteínas, vitaminas e minerais, a prática de actividades físicas regulares,
como caminhada e outros exercícios, o acompanhamento do peso no mínimo a cada
30 dias e a orientação médica são essenciais para prevenir ou controlar o
diabetes gestacional.
A prevenção é feita da mesma forma que
na diabetes tipo 2, ou seja, com alimentação saudável e exercícios.
Carboidratos simples, como pão branco, açúcar refinado e arroz branco, devem
ser evitados. Além dos grãos inteiros, você também deve considerar o consumo de
verduras e legumes.
Também é importante evitar um estilo de
vida sedentário com a prática de pelo menos 30 minutos diários de corrida ou
exercícios aeróbicos na prevenção do diabetes. Vale ressaltar que tanto a dieta
alimentar quanto os exercícios devem ser realizados de acordo com as
recomendações do médico e levando em consideração as contra-indicações
obstétricas.
3. COMPLICAÇÕES DO DIABETES GESTACIONAL
O diabetes gestacional, assim como as
outras formas de diabetes, pode trazer complicações, tanto a curto prazo quanto
a longo prazo, tais como: retinopatia, nefropatia, neuropatia periférica e
alterações microvasculares e macrovasculares (KITZMILLER; DAVIDSON, 2001).
O diabetes afeta quase toda estrutura
ocular, entretanto a retina é a estrutura mais afetada, desencadeando a
retinopatia diabética (AIELLO, 2000). A retinopatia básica muitas vezes se
agrava, devido à imposição da quase euglicemia. Embora a retinopatia básica
progrida durante a gravidez, geralmente regride ao estado limiar básico
pré-gestacional após o parto (KITZMILLER; DAVIDSON, 2001).
A nefropatia é caracterizada
primeiramente por uma apresentação clínica de microalbuminúria, que lentamente
desenvolve para proteinúria, seguida por um declínio gradual da taxa de
filtração glomerular, que eventualmente direciona para falência renal. A
característica patológica vista na nefropatia diabética é a esclerose nodular
do mesângio na porção glomerular (STANTON, 2000).
3.1. Cuidado de Enfermagem
Durante as consultas de pré-natal, o
enfermeiro é responsável por realizar ações educativas para a gestante e sua
família, acompanhar gestações de baixo risco, solicitar exames de rotina e
orientar tratamento de acordo com o protocolo da instituição, e também coletar
exame citopatológico.
O enfermeiro ele descobre a diabetes
gestacional enquanto está realizando o pré natal da gestante, o mesmo atua com
medidas educativas, grupo de apoio, orienta a gestante a comparecer para o
controlo glicêmico, encaminha para consulta médica e com o nutricionista para
evitar agravos durante a gestação e parto (Paulino et al., 2016; do Nascimento
Silva et al., 2017).
Os cuidados de enfermagem prestados a
gestante com diabetes melitus consiste em prescrição de cuidados com a glicemia
capilar, orientação alimentar e prática de actividade físicas, bem como
conferência da presença da gestante nas consultas pré natal. Tendo em vista que
o diabetes pode causar algumas más formações fetais, bem como a persistência da
diabetes após a gestação (de Araújo et al., 2020; Dias et al., 2019).
Esses cuidados são importantes para uma
gravidez segura e sem problemas para a futura mamãe e para o bebê.
São eles:
·
Planejar a
gravidez com antecedência é o primeiro passo para conquistar uma gravidez tranquila
e saudável.
·
Evitar o uso de
pílulas anticoncepcionais, porque os hormônios são hiperglicemiantes e podem
afetar suas taxas.
·
Uso do
dispositivo intra- uterino (DIU). Só deve ser usado se a paciente não estiver
descompensada, caso contrário o risco de infecção aumenta.
·
Controlo
glicêmico.
3.2. Alimentos para a Diabetes Gestacional
O mais indicado é que sejam ingeridos
alimentos que tenham baixo índice glicêmico, ou seja, alimentos que possuam
pouco açúcar. Além disso, também é importante comer alimentos que façam com que
os carboidratos sejam quebrados mais lentamente pelo organismo, facilitando
assim o controle de açúcar. Alimentos ricos em fibras também são ótimas opções
para ajudar nessa dieta.
Alimentos recomendados: Nozes e sementes,
Peixes como salmão, sardinha e atum, Frutas com casca e bagaço para que o açúcar
seja absorvido lentamente, Aveia e diversos tipos de cereais, Frango sem pele, Legumes
e verduras como espinafre, cenoura, couve-flor, chuchu e beringela, de
preferência crus, Queijo branco, Leite desnatado, Iogurte desnatado,
Grão-de-bico, Feijão, Lentilha.
4. CONCLUSÃO
O diabetes gestacional é uma patologia
que afeta as mulheres durante a gravidez. No transcorrer da gestação, a mulher
irá desenvolver alterações metabólicas que, nas gestantes predispostas, poderá
culminar em diabetes gestacional. Assim, a gestante deverá conscientizar-se e
ficar atenta ao diagnóstico, à fisiopatologia, ao tratamento, as complicações e
aos riscos para o fecto.
A diabetes gestacional é um problema
muito frequente em gestantes, e, se não diagnosticado e tratado adequadamente,
traz aumento considerável dos riscos perinatais. As principais complicações
são: macrossomia fetal, tocotraumas, aumento do número de cesáreas,
hipoglicemia nenonatal, hiperbilirrubinemia neonatal, síndrome do desconforto
respiratório do recém-nascido, hipocalcemia, prematuridade e óbito fetal.
Consideramos que investir na qualidade
do pré-natal ainda é umas das estratégias mais eficazes quando se pretende
reduzir as complicações decorrentes de problemas de saúde que surgem na
gravidez e que afetam diretamente a saúde da mãe e da criança.
Podemos concluir que a assistência de
enfermagem é de extrema importância a gestante que descobre no pré-natal a
diabetes, a mesma passa a ser avaliada para um pré natal de alto risco devido a
possíveis complicações causadas pela doença a mãe e ao bebê, o enfermeiro atua
orientando uma dieta mais saudável, estimulando a pratica de actividades
físicas, realizando controlo glicémico, acompanhando as consultas subsequentes
do pré natal, com isso auxiliando a gestante a minimizar os danos causados pela
doença.
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAGGENSTOSS, R. et al. Estudo do polimorfismo G54D
do gene MBL2 no diabetes melito gestacional. Arq Bras Endocrinol Metab, São
Paulo, v. 58, n. 9, p.900-905, 2014.
BALTAR, Z.G; ANDRADE, M. Diabetes gestacional
importância de maior informação à gestante de baixa renda. Informe-se em
promoção da saúde, v.1, n.1, 2005.
BOLOGNAMI, C.V; SOUZA, S.S; CALDERON, I.M.P.
Diabetes mellitus gestacional - enfoque nos novos critérios diagnósticos. Com.
Ciências Saúde, v.5, Supl. 1, p.31-42, 2011.
De ARAÚJO, I. M., ARAÚJO, S. F., de Andrade Aoyama,
E., & Lima, R. N. (2020). Cuidados de enfermagem à pacientes com diabetes
mellitus gestacional. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde.
FEITOSA, A.C.R; ÁVILA, A.N. Uso do prontuário
eletrônico na assistência pré-natal às portadoras de diabetes na gestação. Rev.
Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro, v. 38, n. 1, p.09-15, 2016.
KITZMILLER, J. L.; DAVIDSON, M. B. Diabetes e
gravidez. In: DAVIDSON, M. B. Diabetes mellitus: diagnóstico e tratamento. Rio
de Janeiro: Revinter, 2001. p. 277-303.
MASSUCATTI LA, Pereira RA, Maioli TU. Prevalência de
diabetes gestacional em Unidades de Saúde Básica. REAS. 2012;1(1):70-9
MONTENEGRO CAB, Rezende J. Obstetrícia Fundamental.
12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.
PAULINO, T. S., da Silva, H. D., de Medeiros, S. M.,
Pereira, F. C., de Souza Nelson, I. C., & Alves, I. M. F. (2016). Cuidados
de enfermagem na consulta de pré natal a gestante diagnosticada com diabetes
gestacional. Revista Humano Ser, 1.
KIM, C.; NEWTON,
K. M.; KNOPP, R. H. Gestational diabetes and the of type 2 diabetes: a
systematic review. Diabetes Care, v. 25, n. 10, p. 1862 - 1868, 2002.
STANTON, R.C. Rins. In: KAHN, R. Atlas of clinical
endocrinology. Philadelphia, Current Medicine, 2000. v. 2.



0 Comentários