Ticker

6/recent/ticker-posts

DIABETE GESTACIONAL

 


 

REPÚBLICA DE ANGOLA

GOVERNO DA PROVINCIA DO BENGO

DIRECÇÃO MUNICIPAL DO DANDE

INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE NELSON MANDELA

 

 

 

 

 

 

 

DIABETE GESTACIONAL

 

 

 

 

 

 

 

A DOCENTE

__________________________

 

 

 

 

 

 

 

BENGO/FEVEREIRO/2024

INTEGRANTES DO GRUPO Nº 01

 

 

GRUPO Nº 0

TURMA: E

SALA: 25

PERÍODO: TARDE

DISCIPLINA: NUTRIÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RESUMO

 

A Diabetes Gestacional, é definido como intolerância à glicose de graus variáveis com início ou primeiro diagnóstico durante o segundo ou terceiro trimestres da gestação. A reclassificação, entretanto, pode ser feita após o parto, utilizando critérios padronizados para a população não-gestante. Sua incidência é variável, sendo estimada em 3% a 8% das gestantes. A gestação é um estado hiperinsulinêmico caracterizado por uma diminuição da sensibilidade à insulina, parcialmente explicada pela presença de hormônios diabetogênicos, tais como a progesterona, o cortisol, a prolactina e o hormônio lactogênico placentário. Os níveis glicêmicos de jejum tendem a ser mais baixos na gestante, contudo, os valores pós-prandiais são mais altos, sobretudo naquelas em que não há aumento adequado da liberação de insulina. As pacientes com DMG apresentam uma diminuição ainda mais acentuada da sensibilidade periférica à insulina, como no diabetes Tipo II, além de uma secreção diminuída de insulina, explicando os picos pós-prandiais. Entretanto, a fisiopatologia do DMG não está totalmente elucidada. Se todas as gestantes fossem resistentes à insulina, a incidência do DMG seria superior aos níveis encontrados. O comprometimento fetal decorre primordialmente da hiperglicemia materna, que por difusão facilitada chega ao feto.

Palavras-chaves: Diabetes. Gestão.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

RESUMO.. 3

1. INTRODUÇÃO.. 1

1.1. OBJCETIVO.. 2

1.2. Objetivo geral 2

1.3. Objectivos Específicos. 2

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.. 3

2.1. Definição. 3

2.1. Diabetes e Gravidez. 3

3. CAUSAS DA DIABETE GESTACIONAL. 4

3.1. Factores de Risco. 4

3.2. Sinais e sintomas de Diabetes Gestacional 5

2.3. Diagnóstico. 5

3.4. Tratamento. 6

3.5. Tratamento Nutricional 6

3.6. Tratamento Farmacológico. 7

3.6.1. Metformina. 7

3.6.2. Sulfoniluréia. 7

2.4. Prevenção. 8

3. COMPLICAÇÕES DO DIABETES GESTACIONAL. 8

3.1. Cuidado de Enfermagem.. 9

3.2. Alimentos para a Diabetes Gestacional 10

4. CONCLUSÃO.. 11

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS. 12

 


1. INTRODUÇÃO

O termo Diabetes tem origem em uma palavra grega que significa "Sifão”. A doença recebeu este nome pela poliúria que a caracteriza (pois assim como no sifão, que é um dispositivo usado para transportar um líquido de uma determinada altura para outra mais baixa, o líquido ingerido por um diabético passa rapidamente através dos rins, sendo eliminado na urina) (HOUAISS; VILLAR;2001).

A diabetes é uma doença metabólica que se caracteriza por uma falha na produção de insulina, que é um hormônio produzido pelas células beta-pancreáticas. A deficiência dos receptores celulares para este hormônio também pode levar ao desenvolvimento dessa doença. (SILVA, 2008).

Na mulher não diabética normal, a gravidez está associada com profundas alterações no metabolismo energético. A glicose materna é a mais importante fonte de energia para o feto. Os níveis circulantes de glicose e aminoácidos e os níveis de ácidos graxos livres, cetonas e triglicerídeos estão elevados, ao passo que a secreção de insulina, em resposta à glicose, está aumentando. (RANCIARO; MAUAD, 2006).

Nas mulheres que são diabéticas a necessidade de insulina se eleva e nas que não eram diabéticas pode ser feito este diagnóstico (diabete gestacional), podendo este quadro se reverter no pós-parto, voltando a apresentar glicemias normais. (SANCOVSKI,2005).

Através desse trabalho pretendeu-se reunir informações sobre Diabete Mellitus Gestacional, a existência da mesma entre as pacientes gestantes atendidas na Unidade Mista de Saúde e se é realizado atenção farmacêutica durante o acompanhamento do pré-natal.

 

 

 

 

 

 

 

1.1. OBJCETIVO

1.2. Objetivo geral

·         Identificar a ocorrência de rastreamento positivo para diabetes entre gestantes e destacar a assistência de enfermagem prestada a mulheres com diabetes.

1.3. Objectivos Específicos

·         Identificar as alterações observadas nos exames laboratoriais para diagnosticar Diabetes Gestacional.

·         Reunir as principais informações e recomendações relacionadas à identificação e ao manuseio das gestantes com Diabetes gestacional.

·         Demonstrar a importância da Atenção Farmacêutica e de como a atuação do farmacêutico é imprescindível e vital para a melhoria da saúde da população, por ser o profissional habilitado para o acompanhamento de todas as etapas da cadeia terapêutica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1. Definição 

A Diabetes Gestacional é definida como qualquer grau de intolerância à glicose com início ou reconhecimento durante a gravidez. Esta definição é aplicável quando o tratamento é baseado numa modificação alimentar ou na terapêutica com insulina. Esta condição pode persistir ou não após a gestação. É de referir, no entanto, que esta definição não exclui a possibilidade de já existir uma intolerância à glicose não reconhecida anteriormente à gravidez.

É importante mencionar que a Diabetes Gestacional é uma condição distinta da gravidez complicada por diabetes mellitus (DM) tipo 1 ou 2. As consequências são distintas. As mães com Diabetes Gestacional não têm um risco aumentado de ter filhos com alterações da organogénese. [JOVANOVIC L, 2009].

O diabetes gestacional é doença metabólica crônica, caracterizada por hiperglicemia. É responsável por índices elevados de morbimortalidade perinatal, especialmente macrossomia e malformações fetais.

O conceito de diabetes gestacional remete-se a uma forma de intolerância à glicose, de grau variável, diagnosticada ou reconhecida durante a gravidez, responsável por graves e importantes repercussões na vida fetal e no recém-nascido. 

2.1. Diabetes e Gravidez

O período gestacional é caracterizado por mudanças nos diferentes órgãos da mulher que, dentro de certos limites, não causam problemas ao organismo da gestante e tendem a regredir para o estado normal após o puerpério. Muitos medicamentos, quando prescritos para mulheres grávidas, apresentam efeito terapêutico normal. Porém, esses mesmos medicamentos podem apresentar efeitos secundários ou tóxicos para o feto/embrião. Por ser um período onde o uso de medicamentos é frequente, o acompanhamento farmacêutico clínico se torna essencial para que o percurso da gestação seja tranquilo tanto para a mãe quanto para o feto em formação (BISSON,2007).

Durante a gestação, a principal fonte de energia para o feto é a glicose materna, sendo fundamental no suprimento de oxigênio fetal. Isso ocorre porque a maior parte da energia fetal é obtida através da oxidação da glicose. Por isso, um aumento acentuado nos níveis glicêmicos pode elevar a velocidade de consumo da glicose o que, por sua vez, aumenta a taxa de consumo de oxigênio. Com isso, caso ocorra deficiência no aporte de oxigênio, o nível deste se reduz e aumenta o de dióxido de carbono (RANCIARO;MAUAD,2006).

As mulheres que apresentam diabetes mellitus prévia à gravidez e acabam engravidando não têm diabetes gestacional, mas sim “Diabetes Mellitus e gravidez”. Ou seja,elas eram portadoras de Diabetes Melittus e ficaram grávidas. Essas mulheres devem ser tratadas de acordo com isto, antes, durante e depois da gravidez.

            Na fase inicial da gravidez (i.e. primeiro trimestre e primeira metade do segundo trimestre), as concentrações de glicose, em jejum e pós-prandiais, são, geralmente, mais baixas do que o das mulheres normais não grávidas (ALBERT et.al.,2008).

            Nesta fase da gravidez, valores elevados de glicose plasmática, em jejum ou pós-prandiais, podem refletir presença de diabetes prévia à gravidez, mas os critérios para designar concentrações de glicose anormalmente elevadas nesta fase ainda não foram estabelecidos. (ALBERT et. al., 2008).

3. CAUSAS DA DIABETE GESTACIONAL

O final da gestação é caracterizado por uma diminuição na sensibilidade de insulina em virtude da secreção placentária de alguns hormônios considerados diabetogênicos, como o hormônio do crescimento, cortisol e hormônio lactogênico placentário. O desenvolvimento de resistência à insulina durante o 3° trimestre da gestação é uma adaptação fisiológica normal que visa preservar a glicose do metabolismo materno para ser fornecida ao feto que está em acelerado crescimento, resultando também na utilização de ácidos graxos como principal fonte de energia no organismo da gestante.

Em situações normais, as células beta-pancreáticas aumentadas respondem aumentando a quantidade de insulina. Já em mulheres com diabetes gestacional, o mau funcionamento das células beta-pancreáticas é o defeito causador do aumento excessivo da concentração de glicose, pois não secretam insulina em níveis necessários a demanda. (REZENDE FILHO; MONTENEGRO, 2013).

 3.1. Factores de Risco

As condições clínicas consideradas factores de risco para o desenvolvimento de diabetes gestacional são: idade materna acima de 25 anos, sobrepeso materno ou ganho excessivo de peso durante a gravidez, antecedente familiar de primeiro grau de diabetes mellitus, desenvolvimento de diabetes gestacional em gravidez prévia, intolerância à glicose anterior a gravidez, ocorrência de macrossomia fetal em gestação anterior, hipertensão arterial e uso de corticosteroide.

Assim, atualmente os factores de risco são ferramentas de identificação de casos com maior risco de desenvolver consequências adversas para a mãe ou para o feto durante o período pré-natal (ZUGAIB, 2012).

Em torno dos 30 anos de idade é comumente o início da destruição das células betapancreáticas. Essa destruição pode também ser causada doenças autoimunes ou virais, sendo a hereditariedade um factor que desempenha um papel importante na suscetibilidade das células beta à esses insultos. Logo, a idade materna e a antecedência familiar de primeiro grau de diabetes mellitus são consideradas fatores de risco (GUYTON, 2012).

3.2. Sinais e sintomas de Diabetes Gestacional

A Diabetes Mellitus Gestacional não apresenta sintomas evidentes, apenas alguns sinais que podem ser confundidos facilmente com a gravidez, como cansaço, ganho de peso excessivo da gestante ou do bebê, apetite acima do normal, vontade mais frequente de urinar. Por isso, é muito importante o acompanhamento pré-natal e a realização de exames. A seguir temos alguns sintomas:

·         Ganho excessivo de peso na grávida ou no bebê;

·         Aumento exagerado do apetite;

·         Cansaço excessivo;

·         Vontade de urinar frequente;

·         Visão turva;

·         Muita sede;

·         Boca seca;

·         Náuseas;

2.3. Diagnóstico

Uma vez que existem diversos riscos de complicações para o feto, todas as mulheres devem submeter-se à triagem do diabetes gestacional, exceto se pertencente a um grupo de baixo risco. Entretanto, 90% das gestantes apresentam pelo menos um dos seguintes factores de risco (ZUGAIB,2012).

Dessa forma, o rastreamento tem início na primeira consulta de pré-natal, com a solicitação de uma glicemia de jejum. Geralmente, é feita no início da gestação, e caso o resultado apresente valores superiores à 126 mg/dL, as pacientes são consideradas portadoras de diabetes mellitus prévio à gestação.

3.4. Tratamento

O tratamento do diabetes gestacional é importante para evitar a morbimortalidade materno-fetal. Assim como existe controversas no diagnóstico da DMG, sobretudo, na avaliação do controlo glicêmico, há diferentes métodos de tratamento. Porém, têm-se três métodos principais utilizados, o tratamento nutricional, a prática de exercícios e o medicamentoso (WEINERT, 2011).

3.5. Tratamento Nutricional

Utilizado desde o século XIX, constitui a forma primária no controle da DMG. O tratamento nutricional evita o ganho excessivo de peso pelas gestantes, além de gerar menor taxa de macrossomia fetal e de complicações perinatais (SARVIER, 2005).

A orientação nutricional é feita baseado no peso ideal pré-gestacional da mulher, e visa, sobretudo, a restrição calórica. Para tanto, a dieta deve conter 30kcal por kg de peso ideal, com adição de 340/ 450 kcal no terceiro trimestre (SARVIER, 2005).

Essa quantidade calórica deve ser dividida entre carboidratos, lipídios e proteínas sendo a percentagem de calorias correspondente a dieta de carboidratos de 40% diária,30 a 35% de lipídeos e 15 a 20% de proteínas, segundo o recomendado pela American Diabetes Association para melhor controlo glicêmico. Além disso, é recomendada a ingestão de dietas com baixo índice glicêmico, que consiste em um sistema de “ranqueamento” para alimentos ricos em carboidratos e descreve o quanto e em quanto tempo a glicemia eleva após a ingestão de um alimento testado, isso em comparação com um carboidrato de referência, geralmente glicose ou pão branco. (KIM et.al, 2008).

3.6. Tratamento Farmacológico

Quando um ou mais valores de glicemia capilar estiverem além dos alvos terapêuticos (jejum < 95 mg/dL, 1h pós-prandial < 140 mg/dL e 2 h < 120 mg/dL) após duas semanas com medidas de mudança de estilo de vida, ou quando a avaliação ecográfica mostrar sinais de crescimento fetal excessivo, indica-se o tratamento farmacológico (FUCHS; WANNMACHER,2010).

Entretanto as diretrizes nacionais e internacionais divergem quanto ao tratamento medicamentoso da diabetes gestacional. A SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes) sugere o uso de insulina como tratamento padrão, enquanto o National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) recomenda o uso de metformina e a International Diabetes Federation (IDF) aponta a metformina e a glibenclamida como opções de tratamento, principalmente em situações em que o uso de insulina é difícil (FUCHS; WANNMACHER,2010).

3.6.1. Metformina

Trata-se da única biguanida disponível. Inibe a gliconeogênese hepática, por reduzir a resistência à insulina no fígado e no tecido adiposo. Estimula a captação de glicose em tecidos periféricos, por reduzir a resistência à insulina em tecido muscular. Tem efeito principal sobre glicemia de jejum. Como não aumenta a secreção de insulina, não se associa a hipoglicemia (SARVIER,2005).

A redução da gliconeogênese hepática é de essencial importância. O mecanismo de reação, embora não esteja totalmente compreendido, envolve a ativação da proteína quinase por AMP (AMPK, do inglês, AMP-atvated protein kinase) nos hepatócitos, uma importante enzima no controle metabólico. A ativação da AMPK aumenta a expressão de genes que são importantes para a gliconeogeênese no fígado (SARVIER,2005).

3.6.2. Sulfoniluréia

São secretagogos de insulina. O receptor de sulfoniluréia é um componente do canal de potássio dependente de ATP da célula β pancreática. A ligação de sulfoniluréia leva a inibição desses canais, o que altera o potencial de repouso da célula e determina o influxo de cálcio e a secreção de insulina. Dessa forma a resposta da célulaβ à glicose e outros secretagogos (como aminoácidos) é aumentada, com maior secreção de insulina para um mesmo nível glicêmico. Vale ressaltar também que a ligação de várias sulfoniuréias aos receptores é acompanhada sua potência na estimulação da liberação de insulina (FUCHS; WANNMACHER,2010).

A glibenclamida é considerada a melhor opção entre as sulfoniluréias para utilização em gestantes, sendo considerada segura para emprego a partir do segundo trimestre de gestação. Entretanto como está relacionada ao aumento de secreção de insulina, pode causar uma hipoglicemia grave. Também está associada ao ganho de peso materno. Seu metabolismo é via renal e hepática (FUCHS; WANNMACHER,2010).

2.4. Prevenção                                             

Além da alimentação balanceada, com proteínas, vitaminas e minerais, a prática de actividades físicas regulares, como caminhada e outros exercícios, o acompanhamento do peso no mínimo a cada 30 dias e a orientação médica são essenciais para prevenir ou controlar o diabetes gestacional.

A prevenção é feita da mesma forma que na diabetes tipo 2, ou seja, com alimentação saudável e exercícios. Carboidratos simples, como pão branco, açúcar refinado e arroz branco, devem ser evitados. Além dos grãos inteiros, você também deve considerar o consumo de verduras e legumes.

Também é importante evitar um estilo de vida sedentário com a prática de pelo menos 30 minutos diários de corrida ou exercícios aeróbicos na prevenção do diabetes. Vale ressaltar que tanto a dieta alimentar quanto os exercícios devem ser realizados de acordo com as recomendações do médico e levando em consideração as contra-indicações obstétricas.

3. COMPLICAÇÕES DO DIABETES GESTACIONAL

O diabetes gestacional, assim como as outras formas de diabetes, pode trazer complicações, tanto a curto prazo quanto a longo prazo, tais como: retinopatia, nefropatia, neuropatia periférica e alterações microvasculares e macrovasculares (KITZMILLER; DAVIDSON, 2001).

O diabetes afeta quase toda estrutura ocular, entretanto a retina é a estrutura mais afetada, desencadeando a retinopatia diabética (AIELLO, 2000). A retinopatia básica muitas vezes se agrava, devido à imposição da quase euglicemia. Embora a retinopatia básica progrida durante a gravidez, geralmente regride ao estado limiar básico pré-gestacional após o parto (KITZMILLER; DAVIDSON, 2001).

A nefropatia é caracterizada primeiramente por uma apresentação clínica de microalbuminúria, que lentamente desenvolve para proteinúria, seguida por um declínio gradual da taxa de filtração glomerular, que eventualmente direciona para falência renal. A característica patológica vista na nefropatia diabética é a esclerose nodular do mesângio na porção glomerular (STANTON, 2000).

3.1. Cuidado de Enfermagem

Durante as consultas de pré-natal, o enfermeiro é responsável por realizar ações educativas para a gestante e sua família, acompanhar gestações de baixo risco, solicitar exames de rotina e orientar tratamento de acordo com o protocolo da instituição, e também coletar exame citopatológico.

O enfermeiro ele descobre a diabetes gestacional enquanto está realizando o pré natal da gestante, o mesmo atua com medidas educativas, grupo de apoio, orienta a gestante a comparecer para o controlo glicêmico, encaminha para consulta médica e com o nutricionista para evitar agravos durante a gestação e parto (Paulino et al., 2016; do Nascimento Silva et al., 2017).

Os cuidados de enfermagem prestados a gestante com diabetes melitus consiste em prescrição de cuidados com a glicemia capilar, orientação alimentar e prática de actividade físicas, bem como conferência da presença da gestante nas consultas pré natal. Tendo em vista que o diabetes pode causar algumas más formações fetais, bem como a persistência da diabetes após a gestação (de Araújo et al., 2020; Dias et al., 2019).

Esses cuidados são importantes para uma gravidez segura e sem problemas para a futura mamãe e para o bebê.

São eles:

·         Planejar a gravidez com antecedência é o primeiro passo para conquistar uma gravidez tranquila e saudável.

·         Evitar o uso de pílulas anticoncepcionais, porque os hormônios são hiperglicemiantes e podem afetar suas taxas.

·         Uso do dispositivo intra- uterino (DIU). Só deve ser usado se a paciente não estiver descompensada, caso contrário o risco de infecção aumenta.

·         Controlo glicêmico.

3.2. Alimentos para a Diabetes Gestacional

O mais indicado é que sejam ingeridos alimentos que tenham baixo índice glicêmico, ou seja, alimentos que possuam pouco açúcar. Além disso, também é importante comer alimentos que façam com que os carboidratos sejam quebrados mais lentamente pelo organismo, facilitando assim o controle de açúcar. Alimentos ricos em fibras também são ótimas opções para ajudar nessa dieta.

Alimentos recomendados: Nozes e sementes, Peixes como salmão, sardinha e atum, Frutas com casca e bagaço para que o açúcar seja absorvido lentamente, Aveia e diversos tipos de cereais, Frango sem pele, Legumes e verduras como espinafre, cenoura, couve-flor, chuchu e beringela, de preferência crus, Queijo branco, Leite desnatado, Iogurte desnatado, Grão-de-bico, Feijão, Lentilha.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4. CONCLUSÃO

 

O diabetes gestacional é uma patologia que afeta as mulheres durante a gravidez. No transcorrer da gestação, a mulher irá desenvolver alterações metabólicas que, nas gestantes predispostas, poderá culminar em diabetes gestacional. Assim, a gestante deverá conscientizar-se e ficar atenta ao diagnóstico, à fisiopatologia, ao tratamento, as complicações e aos riscos para o fecto.

A diabetes gestacional é um problema muito frequente em gestantes, e, se não diagnosticado e tratado adequadamente, traz aumento considerável dos riscos perinatais. As principais complicações são: macrossomia fetal, tocotraumas, aumento do número de cesáreas, hipoglicemia nenonatal, hiperbilirrubinemia neonatal, síndrome do desconforto respiratório do recém-nascido, hipocalcemia, prematuridade e óbito fetal.

Consideramos que investir na qualidade do pré-natal ainda é umas das estratégias mais eficazes quando se pretende reduzir as complicações decorrentes de problemas de saúde que surgem na gravidez e que afetam diretamente a saúde da mãe e da criança.

Podemos concluir que a assistência de enfermagem é de extrema importância a gestante que descobre no pré-natal a diabetes, a mesma passa a ser avaliada para um pré natal de alto risco devido a possíveis complicações causadas pela doença a mãe e ao bebê, o enfermeiro atua orientando uma dieta mais saudável, estimulando a pratica de actividades físicas, realizando controlo glicémico, acompanhando as consultas subsequentes do pré natal, com isso auxiliando a gestante a minimizar os danos causados pela doença.

 

 

 

 

 

 

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BAGGENSTOSS, R. et al. Estudo do polimorfismo G54D do gene MBL2 no diabetes melito gestacional. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 58, n. 9, p.900-905, 2014.

BALTAR, Z.G; ANDRADE, M. Diabetes gestacional importância de maior informação à gestante de baixa renda. Informe-se em promoção da saúde, v.1, n.1, 2005.

BOLOGNAMI, C.V; SOUZA, S.S; CALDERON, I.M.P. Diabetes mellitus gestacional - enfoque nos novos critérios diagnósticos. Com. Ciências Saúde, v.5, Supl. 1, p.31-42, 2011.

De ARAÚJO, I. M., ARAÚJO, S. F., de Andrade Aoyama, E., & Lima, R. N. (2020). Cuidados de enfermagem à pacientes com diabetes mellitus gestacional. Revista Brasileira Interdisciplinar de Saúde.

FEITOSA, A.C.R; ÁVILA, A.N. Uso do prontuário eletrônico na assistência pré-natal às portadoras de diabetes na gestação. Rev. Bras. Ginecol. Obstet., Rio de Janeiro, v. 38, n. 1, p.09-15, 2016.

KITZMILLER, J. L.; DAVIDSON, M. B. Diabetes e gravidez. In: DAVIDSON, M. B. Diabetes mellitus: diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Revinter, 2001. p. 277-303.

MASSUCATTI LA, Pereira RA, Maioli TU. Prevalência de diabetes gestacional em Unidades de Saúde Básica. REAS. 2012;1(1):70-9

MONTENEGRO CAB, Rezende J. Obstetrícia Fundamental. 12ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.

PAULINO, T. S., da Silva, H. D., de Medeiros, S. M., Pereira, F. C., de Souza Nelson, I. C., & Alves, I. M. F. (2016). Cuidados de enfermagem na consulta de pré natal a gestante diagnosticada com diabetes gestacional. Revista Humano Ser, 1.

 KIM, C.; NEWTON, K. M.; KNOPP, R. H. Gestational diabetes and the of type 2 diabetes: a systematic review. Diabetes Care, v. 25, n. 10, p. 1862 - 1868, 2002.

STANTON, R.C. Rins. In: KAHN, R. Atlas of clinical endocrinology. Philadelphia, Current Medicine, 2000. v. 2.

Enviar um comentário

0 Comentários