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TÉCNICAS PROJETIVAS E SUA IMPORTÂNCIA NA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E IDENTIFICAÇÃO DE PSICOPATOLOGIAS

 

INTRODUÇÃO

 

A avaliação psicológica tem fundamental importância dentro dos estudos de Psicologia por sua capacidade de contribuir para a melhora da qualidade de vida dos seres humanos, apontando de maneira correta suas potencialidades e fragilidades. Também se torna necessário observar que o mesmo procedimento possui potencial para causar danos quando não devidamente aplicado por profissionais pouco qualificados para tal finalidade, ou quando o instrumento não está apropriado à realidade do sujeito submetido à avaliação (Bueno & Peixoto, 2018).

O modelo tradicional de psicodiagnóstico foca essencialmente na coleta de informações sobre o cliente para que se possa indicar intervenções adequadas às necessidades observadas. Usam-se testes que avaliam o que se quer saber sobre a pessoa, comparam-se seus resultados com dados normativos, obtém-se um perfil que descreve o grau em que aquele aspecto aparece na pessoa e em que medida isso é esperado para a população em geral  (Villemor-Amaral & Resende, 2018, p. 2).

Em 1939, surge termo “método projetivo”, indo de contraponto a utilização de testes como finalidade única de mensurar aptidões e dificuldades, baseando-se no estudo da personalidade através do teste de associações de palavras de Jung, do teste de manchas de tinta de Rorschach e do teste de apercepção temática de Murray. Estas técnicas se fazem demasiadamente necessárias visto que não se limitam em medidas ou quantificações comparativas, mas sim proporcionam um amplo campo de interpretação e valorizando o simbólico de maneira integrativa com a realidade interior de cada indivíduo (Formiga & Mello, 2000).

Anos antes do surgimento do termo técnico para os métodos de avaliação projetiva, estes métodos já eram estudados por Freud, que utilizava a associação livre e a interpretação dos sonhos como sistema interpretativo em suas análises. Neste mesmo contexto, Jung propõe uma análise do simbolismo coletivo, indo de contraponto com o pensamento freudiano que observava o inconsciente como algo singular e pessoal. Esta segunda teoria leva temas místicos à uma tentativa de interpretação, destacando que a força do inconsciente não se manifesta apenas no material clínico, mas também em diversas atividades culturais produzidas pelo ser humano, como a arte, religião e mitologia. (Formiga & Mello, 2000, p. 5)

Este trabalho tem como objectivo apresentar fundamentos e técnicas referentes aos métodos projetivos, observando sua evolução e desenvolvimento dentro contexto de avaliação psicológica no mundo.

Objectivos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1- Histórico sobre as Técnicas Projetivas

Na segunda metade do século XIX, a psicologia é influenciada pela anatomia, fisiologia e biologia, perdendo parcialmente seu carácter filosófico. Assim, o progresso gradual do estudo do cérebro através da anatomia, permitiu à psicologia adquirir qualidade científica em seus estudos. Ainda em 1879 foi fundado na Alemanha o primeiro Instituto de Psicologia Experimental tornando a psicologia uma ciência autônoma e ganhando cada vez mais credibilidade no ramo científico (Formiga & Mello, 2000).

Em 1939, cria-se o termo “método projetivo” designando o estudo da personalidade baseado em testes. O artigo publicado por Frank (1939) observava uma ampla variedade de técnicas e materiais que ofereciam acesso ao mundo dos sentidos, sentimentos e significados. (Pinto, 2014)

Anos mais tarde, Skinner (1936) desenvolveu uma técnica através de estudos de comportamentos verbais latentes. Foi produzido um teste chamado de somador verbal, que em seguida passa a ser chamado de Tautofone por outros autores, onde reproduziam-se sequências de sílabas sem sentido e após um certo número de repetições, as pessoas começavam a identificar palavras. Este fenômeno permite revelar variáveis desconhecidas do sujeito, assim as técnicas projetivas deixam de ser uma exclusividade da área freudiana (Miguel, 2014).

Em alguns países, a área de avaliação psicológica foi regulamentada pela Lei Federal nº 4.119, em 1962, que estabelecia que a utilização de métodos e técnicas psicológicas utilizadas para fins diagnósticos, orientação psicopedagógica, seleção de problemas de ajustamento e orientação e seleção de pessoal, seria uma função exclusiva de psicólogos. A avaliação psicológica tem fundamental relevância no contexto histórico do desenvolvimento da psicologia como ciência (Peixoto & Bueno, 2018).

Durante as últimas quatro décadas do século XX, a área de avaliação tem enfrentado diversas dificuldades no Brasil, devido principalmente por dois factores. O primeiro se caracteriza pela má qualidade psicométrica dos instrumentos, que pode gerar resultados e pareceres empiricamente duvidosos. Podemos citar como exemplo, os procedimentos e técnicas utilizados para justificar o regime do Aparthet, na América do Sul, onde os testes foram desenvolvidos em um contexto onde a distribuição de recursos econômicos e de educação eram muito injustos:

Estes instrumentos eram desenvolvidos e normalizados com foco na avaliação das pessoas brancas com acesso à educação, recursos socioeconômicos e livres, e posteriormente administrados em negros que não tinham direitos a tais privilégios. Assim, a constatação de inferioridade das pessoas negras nos processos avaliativos e de testagem eram utilizados para justificar a superioridade intelectual dos brancos, a exploração do trabalho das pessoas negras e, portanto, garantir os privilégios de diferentes ordens para um grupo em detrimento do outro. (Bueno, & Peixoto, 2018, p. 7).

Outro factor que podemos destacar é a confusão entre o conceito de testagem psicológica e a avaliação psicológica propriamente dita. Estes dois factores são decorrentes de uma criação demasiada acelerada de cursos de Psicologia, que resultou em professores desqualificados gerando profissionais despreparados, gerando assim um cenário desfavorável para todas as áreas do curso, principalmente para a de avaliação (Peixoto e Bueno, 2018). Somando a crise enfrentada pela avaliação psicológica, os métodos projetivos não passavam tanta credibilidade aos pesquisadores quanto os testes objetivos. Este preconceito foi responsável pelo declínio de seu uso, partindo da década de 1960 (Pinto, 2014).

Em 2001, foi implementado pelo CFP o Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos (Satepsi), que tem o objetivo de certificar a qualidade dos instrumentos de avaliação psicológica utilizada por profissionais da psicologia e outras áreas. Buscando saciar a necessidade de um sistema de monitoramento contínuo de qualidade dos instrumentos de avaliação, o Satepsi constituiu um dos meus importantes fatores para o desenvolvimento da área de avaliação psicológica.

Caracterizando-se por um sistema prático e simbólico, porque estabelece critérios para o uso de testes e implementa uma política nacional para o manejo dos mesmos. Ainda há o que modificar dentro do Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos, acreditando que são pouco exigentes os critérios mínimos adotados para a avaliação dos instrumentos. Dever-se-ia ampliar o leque de possibilidades de classificação para os instrumentos favoráveis de acordo com o número e a diversidade dos estudos de fidedignidade. Classificando-os, por exemplo, como nível de excelência, adequado ou mínimo (Bueno & Peixoto, 2018).

Pode-se destacar o ensino por professores com pouca qualificação na área e disciplinas com duração insuficiente, resultando em uma formação mecanicista e pouco aprofundada da avaliação e aplicação de testes. Soma-se isso a visão leiga sobre os instrumentos psicológicos, por vezes equivocadamente divulgados como forma de acesso aos segredos mais íntimos das pessoas, ou ferramentas capazes de descrever um sujeito por completo (Miguel, 2014, p. 1).

2.2- O Conceito das Técnicas Projetivas

Podemos caracterizar os métodos projetivos como instrumentos que afirmam a possibilidade de dizermos algo sobre alguém, através de sua produção e suas visões. As experiências prévias do indivíduo influenciam suas percepções e produzem entrelaçamentos que se materializam nas fantasias criadas frente a estímulos ambíguos. Estas criações acabam constituindo uma amostra confiável de sua personalidade e modo de ser (Pinto, 2014).

As técnicas projectivas se caracterizam pela apresentação de estímulos pouco estruturados, o que permite uma ampla variedade de respostas, maior foco nos aspectos qualitativos do desempenho e uma maior interação do psicólogo com o avaliado (Miguel, 2014, p. 2)

É comum a associação deste termo á psicanálise, devido ao nome “projetivo” ter origem dentro da teoria psicanalítica. Freud caracterizou o termo “projeção”, inicialmente, como um mecanismo de defesa do ego. Este conceito se desenvolveu ao longo de sua obra e, em “Totem e Tabu”, terminou por ser qualificado como um mecanismo normal, que permite que a percepção do mundo seja alterada conforme as vivências afetivas anteriores. Sendo assim, a projeção não é apenas utilizada unicamente em situações de conflito interno (Miguel, 2014).

Este termo também é descrito por Jung como um meio de acesso dos conteúdos do mundo interno para o mundo externo, onde é necessário que se realize alguma recuperação ou reintegração daquilo que foi projetado para que sejam obtidos resultados positivos da experiência (Samuels et al., 1986).

Quando falamos de técnicas projetivas, é interessante que tenhamos familiaridade com o termo personificação. Utilizado em testes como TAT  (Thematic Aperception Test), CAT  (Children Aperception Test, de Bellak, 1967) e Maps (Make a Picture Story), este elemento se baseia na expressão do ego através de histórias. Dar crédito ao ego como protagonista das histórias forneceu fundamento para uma abordagem mais ampla das respostas aos testes projetivos. Devemos salientar a importância de Melanie Klein no desenvolvimento deste conceito, observando que o fenômeno da personificação não necessita necessariamente de personagens humanos para se concretizar, podendo ocorrer também através de animais ou objetos inanimados. Por este motivo é interessante utilizar como ferramenta lúdica dentro do consultório clínico bonecos não humanos, como animais de diversos tamanhos e objetos que possam suportar as representações familiares quando o uso de personagens humanos for muito ansiogênico (Pinto, 2014).

2.3- Fidedignidade das técnicas projetivas

Mesmo embasada em diversas teorias, pode-se observar um aspecto negativo às técnicas projetivas: o questionamento de sua validade científica, ou seja, o quanto estes instrumentos tem capacidade de medir aquilo que propõem. É possível observar dois pólos de julgamento, a supervalorização e a desconfiança, onde o primeiro caso se caracteriza por utilizar as ferramentas confiando excessivamente em seus resultados, acabando por prestar menos atenção a outras fontes de informação, que tem igual ou maior importância.

De maneira inversa, encontramos a desconfiança que afirma que as ferramentas tem pouca ou nenhuma validade. Porém, afirmar que as técnicas projetivas não possuem validade, significa ignorar uma extensa produção científica. Para que se faça bom uso dos testes projetivos, deve-se atentar para o contexto que os mesmos serão utilizados e os limites da aplicação, como em qualquer outro instrumento de avaliação psicológica (Miguel, 2014).

As técnicas projetivas proporcionam um amplo campo de interpretação no que trata do resgate do inconsciente do indivíduo, porém sua cientificidade é questionada devido a falta de provas empíricas. Contudo, a aplicação de métodos projetivos nos permite resultados práticos como levantamento do problema, formulação de hipóteses, estudos de variáveis e comprovação ou refutação dos fatos observados, assim como nos demais métodos científicos (Formiga & Mello, 2000).

Freud teve fundamental importância para a validação das técnicas projetivas como material de testagem científico ao analisar as obras de pintores da época e concluir que é impossível separar o artista de sua criação. As leituras freudianas sobre as obras de arte forneceram uma excelente base para validar as técnicas projetivas da Psicologia. Os métodos projetivos afirmam a possibilidade de dizermos algo sobre alguém, por meio de sua produção, de suas visões diante de estímulos ambíguos. As experiências prévias influem nas percepções, e produzem entrelaçamentos que se materializam nas fantasias criadas frente a estímulos ambíguos (Pinto, 2014, p. 11).

A crítica que se faz às interpretações dos métodos projetivos como risco para subjetividades é ingênua, pois se pode observar situação semelhante durante a realização de entrevistas. Este é um forte motivo para completar as observações com outros meios, ao se fazer uma avaliação diagnóstica (Pinto, 2014).

É importante ressaltar que os resultados obtidos nas testagens são uma fonte de informação facilitadora para analisar as características do avaliado, suas aptidões, dimensões intelectuais, comportamentos, atitudes e etc., sendo uma parte do processo avaliativo e não ele em si. Cada área da psicologia os utiliza para determinada finalidade, como na área clínica busca-se chegar a diagnósticos e na área organizacional muito utiliza-se para seleção de pessoal (Formiga & Mello, 2000).

Também podemos observar a necessidade de um devido preparo do avaliador, visto que se o mesmo não for capacitado para realizar esta atividade, o processo perderá em questão de qualidade. A avaliação não tem efeito positivo na vida do cliente se o mesmo não for capaz de compreender o parecer de maneira que lhe traga algum benefício, independente do resultado em si.

Desta maneira, nem em todos os casos as pessoas se sentem compreendidas e motivadas as recomendações dadas pelo profissional após o processo. Assim, capacidade empática do avaliador é mais importante do que as técnicas utilizadas no processo avaliativo, visto que esta é essencial para que o cliente consiga aprender algo novo e verdadeiro sobre si. Este fator não desqualifica a necessidade de cuidado com os instrumentos utilizados, ressaltando que deve-se ter cuidado tanto com a qualidade e manejo dos materiais quanto com a qualidade da experiência que está sendo proporcionada ao avaliado (Villemor-Amaral & Resende, 2018).

Há necessidade de engajamento por parte do cliente durante e após o processo avaliativo. As dificuldades enfrentadas nesse processo são comuns e se baseiam na possibilidade do cliente não estar suficientemente preparado ou motivado. Como exemplos, podemos observar um avaliado que se submete à avaliação para atender o interesse de terceiros, fazendo com que o mesmo se sinta inseguro ou defendido.

Neste contexto, o avaliador fica responsável por criar uma atmosfera de respeito e interesse, incentivando a curiosidade do cliente sobre o que os testes revelarão, para que o mesmo se sinta engajado no processo. Desta maneira o próprio avaliado pode formular perguntas de seu interesse a serem investigadas, onde, por vezes, não são correspondentes a mesma demanda inicial. Os testes devem ser utilizados como lentes de aumento, favorecendo o avaliador a identificar as histórias do cliente, seus enfrentamentos, defesas, forças e dilemas de mudança (Villemor-Amaral & Resende, 2018).

Para que se finalize de forma satisfatória, o processo de avaliação psicológico deve ser feito de maneira humanizada e empática. É necessária uma interação dupla e a formação de uma aliança entre terapeuta e paciente, onde a qualidade dessa relação resultará na qualidade dos efeitos causados pelo processo na vida do avaliado. Portanto o avaliador deverá ter uma atitude de interesse e respeito pelo cliente, além de sua qualificação para o manejo das técnicas utilizadas (Formiga & Mello, 2000).

3. TÉCNICAS PROJETIVAS NA PRÁTICA CLÍNICA

Os instrumentos projetivos se apresentam como uma alternativa dentro da avaliação psicológica que minimiza a manipulação das respostas, pois utilizam técnicas abstratas durante a sua aplicação, diferente de inventários, questionários e escalas. Esta alternativa é muito interessante para se utilizar em possíveis diagnósticos de psicopatologias graves, como esquizofrenia, visto que estes pacientes podem apresentar distorções da realidade, dificultando a fidedignidade das respostas de inventários.

Como outra vantagem a ser observada na utilização dos métodos projetivos, temos o fato de muitos deles serem não-verbais facilitando o acesso de pacientes que apresentam algum comprometimento na comunicação ou expressão verbal. Estes instrumentos acabam avaliando parcialmente o desempenho cognitivo, além de traços e características da personalidade, visto que para executar os testes é necessária certa habilidade intelectual (Ribeiro & Zuanazzi, 2015).

Este método pode ser utilizado tanto em crianças como em adultos, visto que a habilidade de “fantasiar” é necessária para se ampliar o espaço psíquico e facilitar seu acesso. O brincar é movido por um desejo da criança de se tornar adulta, e é, pelo adulto, substituído pela atividade imaginativa (ou fantasia) em função das exigências conspícuas à sua idade, o que, em outras palavras, significa trocar o prazer do brincar pela satisfação que proporciona fantasiar (Souza & Conti 2010, p. 3).

Os autores observam a capacidade do adulto de fantasiar como indicativo de saúde mental, desde que o mesmo saiba distinguir estas fantasias da realidade. O lúdico e o brincar são consideradas atividades importantes, pois indicam a capacidade do ego em sustentar a relação entre o desejo e sua forma de expressão pré-consciente. Assim, o ato de contar histórias possibilita ao psicólogo avaliar esta capacidade do sujeito, baseando-se na presença ou ausência de elementos dramáticos e lúdicos no enredo de seu discurso (Souza & Conti, 2010).

Em casos de tratamento de dores crônicas, é necessário compreender como cada paciente avalia o impacto do quadro da dor em sua rotina. Para esta finalidade, foi utilizado um recurso projetivo chamado “Retrato da Dor” durante um estudo com pacientes que sofriam com dores crônicas por diversas etiologias, indicados pelo Grupo de Dor do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Universidade de São Paulo. Neste recurso é solicitado ao paciente que tente imaginar que sua dor possui uma forma e desenhe-a em um papel. Assim, foi possível identificar a singularidade de cada sofrimento e cada situação relatada pelos pacientes, algo que dificilmente seria captado através de testes psicométricos (Loduca et al., 2014).

3.1- Os principais instrumentos projetivos na atualidade

A seguir, temos uma tabela com os principais instrumentos, qual seu método e tempo de aplicação, seus objetivos e em qual tipo de população podem ser aplicados. Entre parêntesis é informado a editora responsável pelo teste.

1.      Técnica de Zulliger (Hogrefe): Mensurar a estrutura da personalidade, abordando questões relativas à organização e ao funcionamento da personalidade, quantificando seus aspectos funcionais e dinâmicos. (Vaz, & Alchieri, 2016).

2.      Teste de Zulliger no sistema Escola de Paris: Avaliar características da personalidade, processos afetivos e cognitivos, adaptação social, adequação à realidade, saúde mental e presença de psicopatologias. É feito dos 18 e 92 anos de idade Individual/ Tempo média de 30 minutos a 2 horas.

3.      Teste de Apercepção Temática para Crianças – CAT-A: Investigar a dinâmica da personalidade da criança em sua singularidade, de modo a compreender o mundo vivencial da criança, sua estrutura afetiva, a dinâmica de suas reações diante dos problemas que enfrenta e a maneira como os enfrenta. Utilizado em Crianças entre 5 e 10 anos, individual/ Tempo livre, porém leva em média 45 minutos. (Miguel et al., 2013).

4.      Teste de Apercepção Temática – TAT (Pearson): Avaliar as principais características da personalidade. De 14 a 40 anos Individual/ tempo livre (Murray & Silva, 2003).

5.      Técnica de Apercepção para Idosos – SAT (Vetor): Utilizado para problemas relacionados aos idosos, para fins de desenvolvimento de intervenções direcionadas a este grupo de pessoas. Pode ser uma forma de ajudá-los a lidar de forma satisfatória com as situações do seu dia-a-dia, contribuindo assim para uma melhor qualidade de vida. A partir de 60 anos, Individual/ Tempo livre, porém leva em média 45 minutos (Miguel et al., 2013).

6.      As Pirâmides Coloridas de Pfister - Versão para Crianças e Adolescentes (Pearson): Coletar informações sobre a dinâmica emocional. De 6 à 14 anos Individual/ tempo livre. Villemor-Amaral, 2014).

7.      As Pirâmides Coloridas de Pfister (Hogrefe): Coletar informações sobre a dinâmica emocional. De 18 à 66 anos, individual/ tempo livre (Villemor-Amaral, 2016)

8.      Casa / Árvore / Pessoa - HTP (Vetor): Fornecer informações sobre como uma pessoa experiencia sua individualidade em relação aos outros e ao ambiente do lar. (Buck, 2003). A partir de 8 anos, Individual, tempo livre, leva em média 30 a 90 minutos

Entretanto, como instrumento complementar dentro das técnicas projetivas, podemos citar a avaliação e observação do brincar no ato de contar histórias. O brincar não é apenas um indicativo do funcionamento das etapas de desenvolvimento infantil, mas também é uma fonte de acesso ao âmbito da fantasia e aos elementos do mundo interno.

O método avaliativo de observação do brincar através do ato de contar histórias desenvolve uma forma de analisar a capacidade de resolução de problemas do avaliado, além de possibilitar uma avaliação cognitiva através de seu discurso (Souza & Conti, 2010).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

4- CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Este trabalho no geral teve como propósito apresentar fundamentos e técnicas referentes aos métodos projetivos, observando sua evolução e desenvolvimento dentro contexto de avaliação psicológica no mundo.

Como foi possível observar, as técnicas projetivas podem ser utilizadas em diversas demandas onde há necessidade de entrar em contato com a personalidade do sujeito de forma abstrata e não mensurável. Assim, pode ser utilizada no processo de avaliação psicológica da área forense, clínica, organizacional ou quaisquer outras que necessite melhor compreensão da personalidade do avaliado.

É necessário observarmos os diversos locais de atuação do psicólogo que utiliza métodos projetivos como material de trabalho, para salientarmos importância de desenvolvimento desta área. Dando visibilidade às possíveis formas de utilização das técnicas projetivas, incentivamos os pesquisadores a desenvolverem mais material com cientificidade comprovada e favorável para uso.

Com a utilização dos métodos projetivos é possível observar a personalidade do avaliado levando em consideração seu conteúdo subjectivo, além de oferecer uma possibilidade de expressão para aqueles que não são alfabetizados ou possuem dificuldade motora ou na fala. Devido à imensa gama de possibilidades que podem ser investigadas de forma projetiva, é interessante ficar atendo às novidades e ao avanço da ciência nesta área, pois, por serem técnicas relativamente novas e com crescente visibilidade no ramo científico, ainda existe grande possibilidade de desenvolvimento.

 

 

 

 

 

 

5- BIBLIOGRAFIA

 

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